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Pastorinhos: «É normal que o Papa aproveite ida a Fátima para canonizar Francisco e Jacinta» - Cardeal Saraiva Martins

 

O prefeito emérito da Congregação para as Causas dos Santos, D. José Saraiva Martins, saudou hoje a decisão do Papa Francisco em aprovar o milagre que abre a porta à canonização de Francisco e Jacinta Marto.

Em declarações à Agência ECCLESIA, o cardeal português que deu início ao processo de canonização dos dois pastorinhos de Fátima, na Santa Sé, considerou este momento “uma graça de Deus” e “um grande acontecimento para a Igreja Católica portuguesa, e para todo o mundo”.

“Vem sublinhar com força e coragem a dimensão universal da mensagem de Fátima, que 100 anos depois continua a ter uma atualidade extraordinária”, salientou.

A canonização de Francisco (1908-1919) e Jacinta Marto (1910-1920), beatificados a 13 de maio de 2000 pelo Papa João Paulo II, dependia do reconhecimento de um milagre atribuído à sua intercessão.

A data e local para a cerimónia de canonização vão ser decididos num próximo consistório (reunião de cardeais), no Vaticano, marcado para 20 de abril.

Para D. José Saraiva Martins, “não será nada de extraordinário” se a data decidida for o dia 13 de maio e o local a Cova da Iria, uma vez que o Papa estará em Portugal para participar na comemoração do Centenário das Aparições.

“Eu acho que é normal que o Papa aproveite a sua ida a Fátima para presidir à canonização dos dois pastorinhos, é o lugar mais indicado”, admite o prefeito emérito da Congregação para as Causas dos Santos, que durante 10 anos assumiu a coordenação deste dicastério da Santa Sé.

O cardeal de 85 anos frisa no entanto que “o princípio assente é que as canonizações fazem-se em Roma e as beatificações nas Igrejas locais”, como atesta a própria celebração da beatificação de Francisco e Jacinta, presidida pelo Papa João Paulo II em Fátima a 13 de maio de 2000.

“Fui eu que comecei com esta prática, antes as beatificações e canonizações eram todas feitas em Roma”, recorda D. José Saraiva Martins.

O prelado português, que esteve à frente da Congregação para as Causas dos Santos entre 1998 e 2008, vai estar em Fátima nos dias 12 e 13 de maio, integrado na comitiva que acompanhará o Papa Francisco na viagem a Portugal.

D. José Saraiva Martins mostra-se ansioso por esse momento, que irá também servir para marcar a relevância da mensagem de Fátima no mundo e “sobretudo para o Homem de hoje”.

“A mensagem de Fátima é um apelo à esperança e à conversão, e o que falta hoje ao Homem é esperança e conversão, converter-se a Deus e aos irmãos. E depois é uma mensagem de alegria, uma das normas fundamentais da fé cristã”, complementa.

A notícia da aprovação do processo de canonização de Francisco e Jacinta Marto, duas das testemunhas das Aparições de Nossa Senhora em Fátima, em 1917, foi dada hoje pela sala de imprensa da Santa Sé depois de uma audiência entre o Papa Francisco e o atual prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, o cardeal Angelo Amato.

JCP

Dia 23 de Março, o dia foi de chuva, mas nem isso nos tirou a vontade de passar um dia diferente na Igreja S. João de Deus.

 

Para começar este dia fomos à missa presidida pelo Pe. Carlos Azevedo, uma missa muito bonita que nos tocou o coração.

De seguida, no salão polivalente, aconchegámo-nos com bom almoço oferecido pela Escolinha da Igreja, e que boa refeição… Mas as surpresas do dia não ficaram por aqui, e ainda durante o almoço fomos surpreendidas pela visita de duas pessoas que nos são muito queridas, o nosso Senhor Prior e o nosso Diác. Rui Mesquita.

E porque o dia ainda estava a meio, passeámos na Igreja, visitámos o bar e ainda conversámos com amigos que íamos encontrando na Igreja.

Agradecemos a cada um de vós pelo carinho e afecto que nos demonstraram o longo deste dia e agradecemos às cozinheiras da Escolinha pela magnífica refeição.

Bem-hajam!

O Vaticano anunciou hoje o programa oficial detalhado da Peregrinação do Papa Francisco ao Santuário de Fátima, que inclui, como último ato oficial antes da partida, um almoço com os bispos portugueses.

Do programa constam também um encontro privado com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, logo após a cerimónia de boas-vindas na Base Aérea de Monte Real, no dia 12 de maio e um outro encontro, no início da manhã do dia 13, com o Primeiro-Ministro, António Costa, na Casa de Nossa Senhora do Carmo, onde o Papa fica alojado.

A chegada a Monte Real, num avião da Alitália proveniente do aeroporto de Fiumucino (Roma) está prevista para as 16:20, decorrendo logo de seguida uma cerimónia de boas vindas e o encontro privado com Marcelo Rebelo de Sousa.

Cumprindo uma tradição iniciada com Paulo VI, o Papa Francisco visita a Capela de Nossa Senhora do Ar, na Base Aérea, partindo de helicóptero para o Estádio de Fátima, onde chegará pelas 17:35.

A viagem entre o Estádio e o recinto do Santuário será feita no Papamóvel.

Às 18:15 o Santo Padre visita a Capela das Aparições, onde faz uma oração, recolhendo depois à Casa de Nossa Senhora do Carmo.

Depois do jantar, em privado, o Papa vai estar presente na Bênção das Velas, na Capelinha das Aparições, onde dirigirá uma saudação aos peregrinos.

O último ato previsto no programa do dia 12 é a recitação do Santo Rosário.

Às 09:10 do dia 13 de maio, o Papa recebe o Primeiro-Ministro e depois visita a Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, onde se encontram os túmulos dos três videntes de Fátima, os beatos Francisco e Jacinta Marto e a serva de Deus, Lúcia de Jesus.

Às 10:00 preside à concelebração da Missa no Recinto do Santuário, durante a qual vai proferir a homilia e dirigir uma saudação aos doentes.

O almoço com os bispos portugueses, na Casa de Nossa Senhora do Carmo, está previsto para as 12:30.

O Papa segue depois para a Base Aérea de Monte Real, de onde parte para Roma em avião da Tap, pelas 15:00, com chegada prevista às 19:05 locais (18:05 em Lisboa) ao aeroporto de Ciampino, a 15 quilómetros da capital italiana.

A visita do Papa Francisco, por ocasião do Centenário das Aparições de Fátima, realiza-se na sequência de convites da Conferência Episcopal Portuguesa, entregue pelo Bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto, e do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

O Papa Francisco questionou hoje no Vaticano a indiferença perante quem sofre e vive na pobreza, particularmente os sem-abrigo nas grandes cidades.

“O que sentimos no coração quando caminhamos pela rua e vemos os sem-abrigo, vemos as crianças sozinhas que pedem esmola. ‘Esses são daquela etnia que rouba’. E sigo em frente. Faço assim?”, questionou, na homilia da Missa a que presidiu na capela da Casa de Santa Marta.

Francisco chamou a atenção para os “sem-abrigo, os pobres, os abandonados, e até mesmo os sem-abrigo bem-vestidos”, que não têm dinheiro para pagar casa “porque não possuem trabalho”.

“O que é que eu sinto? Isto faz parte do panorama, da paisagem de uma cidade, como uma estátua: na paragem de autocarro, nos Correios. Os sem-abrigo fazem parte da cidade? É normal isso? Fiquem atentos! Fiquemos atentos!”, alertou.

O Papa reiterou a necessidade de perceber quando se entra no caminho “escorregadio do pecado rumo à corrupção”.

OC


"Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é Amor." 1 João 4;8